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A vila velha de Mértola, desde a sua fundação na era pré-romana, foi um importante porto comercial - o último porto de inumeráveis rotas do Mediterrâneo. A “Myrtilis” romana constituía um importante local de descarga para cereais e metais provenientes da região. Sob o domínio Islâmico “Martulah” foi a sede dum reino autónomo. Foi a sede da Ordem de Santiago durante cerca de cem anos após a Reconquista Cristã. Desde a Baixa Idade Média, o rio Guadiana perdeu a sua importância como eixo de comunicação conduzindo a uma gradual decadência da vila. Sob um imponente esporão rochoso, a parte exterior da vila permanece intacta até aos nossos dias. Foi mantida a estrutura urbana dos tempos passados: estreitas ruelas íngremes e um conjunto de casas construídas utilizando técnicas tradicionais da região: paredes de taipa e telhados feitos com cana e cobertos por telha mourisca.

As muralhas da vila foram preservadas apesar de duas das principais portas de acesso terem sido destruídas nos finais do século XIX. A Porta da Ribeira continua em uso e a sua estrutura antiga mantém-se preservada até aos nossos dias. Muito próximo a Torre Couraça, torre fortificada, utilizada para proteger o porto subsiste, apesar das cheias anuais, intacta.

O subsolo de Mértola preservou inumeráveis memórias do passado.

O Castelo, além de ser uma imponente estrutura fortificada, é um sítio arqueológico, que revelou a existência de um bairro Islâmico abandonado nos finais do século XI. Situado perto do Castelo, na antiga fortaleza, localizam-se os vestígios de uma basílica e uma galeria do período tardo romano escondida por baixo do bairro Islâmico da época tardo-romana. Após a Reconquista Cristã, esta área foi abandonada e tornou-se num cemitério para os conquistadores.

A herança cultural de Mértola foi transformada nos últimos vinte anos através de um processo de desenvolvimento sustentável baseado na História e Arqueologia da região. Várias entidades locais e nacionais, públicas e privadas, deram o impulso a uma série de acções que

tinham como alvo, proteger e valorizar o património, transformando a vila num autêntico Museu. Há mais de oito áreas expositivas que, juntas, revelam uma importante colecção artística, etnográfica e arqueológica.

 

The ancient town of Mértola, from its founding in the pre-Roman age, was an important commercial port - the final port of call for innumerable Mediterranean routes. Roman “Myrtilis” was already an unloading centre for metals and cereals from the region. Under Islamic dominion, “Martulah” became the headquarters of an autonomous kingdom. It was the headquarters of the Order of Santiago for about a hundred years after the Christian conquest. From the Lower Middle Ages onwards, the River Guadiana lost its importance as an axis of communication which gave rise to certain decadence in the town.

Lying on a large, steep, rocky spur the ancient outer part of the town has remained intact until the present day. It has kept a road structure from days gone by: narrow steep backstreets, and a set of dwellings constructed using traditional techniques from the region: mud brick walls, and roofs made from bamboo, covered by Moorish tiles. The town walls have been preserved intact, although two of the main access gate were destroyed at the end of the XIX century. The River port is still in use and its ancient structure has been preserved up until the present day. Nearby the ancient “Couraç” Tower, a fortified tower, which used to protect the pot, has survived the annual floods almost intact. Mertola’s subsoil has preserved innumerable remains of the past. The castle, apart from being an imposing fortified structure, is an archaeological site which has revealed the existence of an Islamic district abandoned at the end of the XI century. Situated near the castle, in the ancient fortress, the remains of a “basilica” and a late Roman hidden gallery have been constructed on top of an Islamic district dating from the epoch. After the Christian conquest, this inhabited area became a cemetery for the conquerors.

Mertola’s cultural heritage has been transformed in the last twenty years. This has involved a process of sustainable development defining the region’s History and Archaeology. Various local and national entities, both public and private, gave the impulse to a set of actions aimed at protecting and giving value to his heritage, thus transforming the town into an authentic museum. There are more than eight exhibition areas which bring together valuable archaeological, artistic and ethnographical treasures.